Cruz Vermelha Portuguesa já entregou 24 casas no Haiti
Sexta, 29 Outubro 2010 13:22

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 Entrega da primeira casa.               Entrega da segunda casa.              Interior da casa.

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Casa nova e casa velha.                    Zona de Palmiste au Vin.               Alicerces das casas novas.

A Cruz Vermelha Portuguesa efectuou, no final de Setembro, a entrega de 24 casas a famílias que vivem na zona montanhosa de Palmiste au Vin, a cerca de 80 km de Port-au-Prince, capital do Haiti.

Esta acção integra-se no projecto de construção de 600 casas para famílias desalojadas pelo sismo que devastou o país em Janeiro passado, causando mais de 200 mil mortos e mais de um milhão de desalojados.

O projecto nasceu de uma parceria entre as Cruzes Vermelhas Portuguesa e Suíça, que proximamente incluirá também a congénere belga.

Foram já concluídas 24 casas e 26 encontram-se em fase de acabamento. As habitações são estruturas pré-fabricadas importadas do Vietname, que se compõem numa divisão única com três janelas e uma porta em alumínio, (respeitando "a tradição da região). São resistentes em situações de tremores de terra e tufões.

As primeiras habitações foram entregues nos últimos dias de Setembro durante a deslocação ao país de uma delegação para acompanhar o processo, na qual participaram Carlos Pimenta Araújo, Responsável pelo Departamento Internacional e Assessor do Presidente Nacional, e Rogério Costa Pereira, Coordenador da Área de Emergência, da Cruz Vermelha Portuguesa.

O valor total do projecto de reconstrução em curso ronda os 2,9 milhões de Euros e será comparticipado também pela Cruz Vermelha Belga. A Cruz Vermelha Portuguesa participa com 300 mil Euros, depois de ter enviado 500 mil Euros para ajuda de emergência coordenada pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

O projecto tem conclusão prevista para Setembro do próximo ano, mas no Haiti ainda há muito para reconstruir, continuando a devastação bem patente na capital, onde se situavam os edifícios mais altos que ficaram completamente arrasados.

Pimenta Araújo sublinha que o projecto está a ser desenvolvido com os contributos dos portugueses, num país que necessitará ainda de "muito apoio", que vive grandes dificuldades e onde só a espiritualidade, vivida através de várias religiões, permite aos habitantes encararem "com alguma tranquilidade e serenidade" as adversidades diárias. "De facto é difícil. Os serviços públicos não existem, são tendas nos jardins, nas ruas tudo se compra e tudo se vende e o lixo é cada vez maior porque não há saneamento básico. Dois terços da população não tem água potável", descreveu.

Para conhecer o plano de acção da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho para o Haiti, clique aqui.

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