Dia Internacional dos Desaparecidos, 30 de agosto

Trace the Face: ajudar os migrantes e as suas famílias a encontrar os seus familiares desaparecidos

Neste Dia Internacional dos Desaparecidos, as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha na Europa e o Comité Internacional da Cruz Vermelha chamam a atenção para o sofrimento dos migrantes e suas famílias que procuram os seus familiares desaparecidos. Em 2013, a Cruz Vermelha lançou uma ferramenta online chamada Trace the Face, que procura ajudar as pessoas a encontrar os seus familiares que desapareceram nas rotas migratórias para a Europa. www.tracetheface.org permite que qualquer pessoa que tenha sido separada da sua família coloque a sua própria fotografia e publicite a sua procura.

Quantas mais pessoas souberem desta ferramenta, mais famílias terão a esperança de restabelecer os contactos. Até agora, a maioria das pessoas que publicou as suas fotografias no website são da África Ocidental, Médio-Oriente, Afeganistão e Corno de África.

Haji, Mohammed, do Afeganistão, perdeu contacto com o seu filho quando ele viajava para a Europa. “É como se parte do meu corpo estivesse desaparecida”, explica. “Eu e a sua mãe não temos conseguido descansar desde que ele desapareceu e não descansaremos até saber o que aconteceu”. Como ele, muito outros perderam o contacto com o seu familiar enquanto migravam para a Europa.

Trace the Face já ajudou a voltar a pôr em contacto famílias separadas. Nabila Karmi , uma refugiada síria, perdeu contacto com os seus pais quando fugia para a Europa em 2012. Depois de durante um ano os procurar sem quaisquer resultados, ela publicou a sua foto no Trace the Face. “Não queria acreditar. Foi tudo tão rápido.”, relembra ela. “A Cruz Vermelha Alemã simplesmente me deu o número de telefone do meu pai. Telefonei e depois apenas chorámos durante um tempo.”

Restabelecer o contacto entre as pessoas demora normalmente tempo e, durante o período de separação, as famílias estão em sofrimento. Neste Dia Internacional dos Desaparecidos, ajude-nos a espalhar a palavra partilhando o website, a página do Facebook https://www.facebook.com/TraceTheFaceMigrantsEurope/ ou partilhando algumas das histórias de pessoas que utilizam o Trace the Face. Algumas ainda estão à procura dos seus familiares.

Clique aqui para aceder ao poster que informa os migrantes como proceder para não perderem o contacto com os seus familiares.