Reinstalação na UE: um novo início para refugiados vulneráveis
Sexta, 19 Junho 2015 16:04

Em vésperas do Dia Mundial do Refugiado que se assinala no dia 20 Junho, a Cruz Vermelha Portuguesa, juntamente com outras Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha da União Europeia e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, convidam os Estados-Membros da União Europeia a intensificar os seus programas de reinstalação. O documento da Cruz Vermelha sobre Reinstalação na União Europeia (UE) apresenta um conjunto de recomendações para melhorar as tendências de reinstalação, programação e práticas em toda a UE, tais como:

  • Comprometer-se a reinstalar mais refugiados numa base regular;
  • Estabelecer vagas adicionais de reinstalação dedicadas a responder a situações de emergência humanitária;
  • Priorizar os mais vulneráveis  nos programas de reinstalação;
  • Assegurar condições de acolhimento de qualidade e medidas de integração, em particular através do envolvimento da sociedade local e civil.

Clique aqui para ver e descarregar o referido documento.

Voltar para a escola, encontrar emprego, ir ao médico, fazer novos amigos, construir uma vida melhor com dignidade - isto é o que a reinstalação de refugiados deve oferecer a quem tem necessidade de protecção internacional, ou falta de outras soluções duradouras no país onde tenham procurado a primeira protecção.

ref1   ref2    Voluntários do Crescente Vermelho Djibouti a fazerem o registo dos dados no porto de Djibouti e no campo de refugiados de Markazi (Obok).

Em Portugal, a Cruz Vermelha Portuguesa trabalha em estreita colaboração com entidades e organizações responsáveis pelo acolhimento e integração de refugiados através de actividades como o restabelecimento dos laços familiares e outras. No âmbito da sua cooperação internacional na área do Restabelecimento dos Laços Familiares, a CVP apoiou os refugiados que fogem do conflito do Iémen e que procuraram protecção e acolhimento em países vizinhos como o Djibouti. No terreno a CVP, em colaboração com o Comité Internacional da Cruz Vermelha, apoiou o Crescente Vermelho do Djibouti que forneceu chamadas telefónicas no porto de Djibouti aquando da chegada ao país, bem como aos refugiados que foram instalados no campo de refugiados de Markazi e num orfanato no norte do país em Obok.

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As duas antenas de Restabelecimento dos Laços Familiares para refugiados em Obok. Diana Araújo, coordenadora do serviço de Restabelecimento dos Laços Familiares da Cruz Vermelha Portuguesa esteve um mês no Djibouti para apoiar a implementação desta actividade.