Cruz Vermelha envia equipa de preparação e prevenção para a Guiné Bissau
Sexta, 29 Maio 2015 10:54

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho enviou uma equipa de peritos para a Guiné Bissau depois de confirmados alguns casos de Ébola na vizinha Guiné.

Chegaram à Guiné Bissau dois epidemiologistas e um coordenador para rastrear contactos e prevenir e preparar para um possível surto de Ébola no pequeno país da África Ocidental.

“O risco de um novo surto na região é real, então estamos a prepararmo-nos para o pior”, disse Youcef Ait Chellouche, delegado regional da FICV para a operação Ébola.

Crê-se que, pelo menos, uma pessoa infectada atravessou recentemente a fronteira da Guiné para a Guiné Bissau. Os esforços para rastrear essa pessoa têm sido, até ao momento, infrutíferos.

Depois de mais de 200 dias sem casos no Nordeste da Guiné na região de Boke foram recentemente relatados 5 casos. Boke está na fronteira com a Guiné Bissau e muitas pessoas atravessam a fronteira diariamente para cuidar dos seus campos ou para ir para o trabalho.

“Já temos um plano para voluntários formados começarem actividades de mobilização e brevemente começaremos a capacitar equipas sobre a forma de realizar enterros com dignidade e segurança,” disse Ait Chellouche.

“Com o apoio do Comité Internacional da Cruz Vermelha, enviámos 4 kits de equipas de enterro dignificantes e seguros para a Guiné Bissau, a fim de serem colocados em zonas de risco. Os kits contêm todos os materiais necessários para manter as nossas equipas em segurança, caso sejam chamados a atuar”, acrescentou.

Como parte das suas operações para preparar países de risco no caso de o surto de Ébola, para além dos três principais países afetados, em Outubro de 2014, a FICV alocou 47.486€ do Fundo de Emergência de Apoio a Desastres (DREF) para a Sociedade da Cruz Vermelha da Guiné Bissau. Estes fundos foram usados para formar 130 voluntários em mobilização social e em pesquisa de contactos. A Cruz Vermelha planeia também aumentar a consciencialização da comunidade relativamente ao Ébola através de programas nacionais de rádio e de material impresso.

“O envolvimento da comunidade é a chave para combater o Ébola com sucesso, e esta será uma das nossas prioridades,” disse Ait Chellouche.