"Nepal: a busca e o salvamento continuam, à medida que as necessidades aumentam” – uma visão do terreno no Nepal
Segunda, 04 Maio 2015 15:55

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Manisha Bashyal, voluntária da Cruz Vermelha do Nepal, distribuindo água potável aos locais que vivem temporariamente no campo Bhaktapur.

    

À medida que o tempo passa, as esperanças de encontrar sobreviventes entre os escombros de Kathmandu desvanece-se, mas o trabalho de resgate continua.

É vital que se continue à procura.

Na velha cidade de Bhaktapur, voluntários e pessoal da Cruz Vermelha do Nepal avançam através de montanhas de tijolos, lama, vigas de madeira, livros escolares, brinquedos – os restos de uma comunidade – na esperança de encontrar pessoas para salvar.

É fundamental que se continue a procurar.

Nesta parte da cidade, a maioria das casas ficaram em pedaços e nas ruas, homens e mulheres com os olhos brilhantes olham a confusão que resta das suas casas e bens. Um permanece entre os destroços, ele perdeu a sua cunhada e a sua sobrinha algures por aqui. Ele está inconsolável. Buddha Laxmi Ghosai também está no local para testemunhar a remoção da sua mãe e da sua irmã dos escombros, pela equipa da Cruz Vermelha.

Anders Ladekari, Secretário-geral da Cruz Vermelha da Dinamarca, também se encontra em Bhakapur. “É desolador ver tantas pessoas que perderam tudo,” disse. “O nosso trabalho aqui é vital, mas difícil. Esta comunidade merece uma oportunidade para chorar os seus entes queridos.”

Em frente às casas destruídas está também uma escola. Felizmente, o terramoto ocorreu num sábado. As salas de aulas estavam vazias, e a maioria das crianças estão vivas e serão enviadas para um local seguro.

Em comunidades como estas, a escala de necessidades começa a tornar-se clara, e o medo de voltar para uma casa destruída significa que um abrigo está no topo da lista. Muitas famílias encontraram materiais para construir abrigos temporários, e a pouca comida e água que conseguem encontra, é na maioria das vezes partilhada.

Já foram distribuídos pela Cruz Vermelha, 17.000 kits familiares e mais 100.000 estão a caminho do país.

 A resposta da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho às necessidades deste desastre precisa de ser rápida e eficiente. É crucial que se continue a procurar, e fazer planos para quando se parar a procura.

Por Troels Donnerborg, Cruz Vermelha Dinamarquesa



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