A 30 de Agosto assinala-se o Dia Internacional dos Desaparecidos.

É o dia em que a Cruz Vermelha chama a atenção para o destino das pessoas desaparecidas como resultado de conflitos armados ou desastres naturais e as vidas das famílias que lidam com a incframeerteza de não saber se os seus entes queridos estão vivos ou mortos. Algumas famílias vivem décadas na incerteza.
A Cruz Vermelha Portuguesa apela a todos para que demonstrem o seu apoio aos desaparecidos tornando esta "moldura vazia" na sua foto de perfil nas redes sociais.
Anualmente centenas de milhar de pessoas são separadas dos seus entes queridos nestas condições. As famílias dirão que o que mais precisam acima de tudo é saber o que aconteceu à pessoa desaparecida – infelizmente, em demasiados casos, essa questão pode nunca ser resolvida. Mas também têm outras necessidades que estão muito para além disto.
Algumas vezes as necessidades decorrem de questões legais não resolvidas relacionadas com o estatuto da pessoa desaparecida. Estas questões podem envolver matérias como herança, propriedade, estado civil ou até mesmo a custódia de filhos. Também podem existir necessidades financeiras causadas pelos custos relacionados com a procura de um familiar desaparecido ou no apoio à família se a pessoa que desapareceu era o principal sustento da família.
As famílias têm o direito de saber o que aconteceu aos seus familiares desaparecidos. Descobrir isso é a sua principal necessidade, mas outras necessidades também têm de ser contempladas por governos e por organizações como as sociedades da Cruz Vermelha ou do Crescente Vermelho.
Há muitas vezes também enormes necessidades psicossociais. Estas podem envolver isolamento emocional, sentimentos de culpa, raiva, depressão ou trauma, e tensões entre os membros da família ou com membros das suas comunidades. As famílias de pessoas desaparecidas encontram-se frequentemente a braços com a incerteza. A maioria das sociedades tem rituais religiosos ou culturais para lidar com a morte, mas há muito pouco para ajudar as famílias de pessoas desaparecidas.
Neste dia a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) apoia a divulgação da publicação do Comité Internacional da Cruz Vermelha intitulada "Acompanhar as Famílias de Pessoas Desaparecidas: um Guia Prático". Este manual procura ajudar aqueles que dentro e fora do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho se esforçam para apoiar as famílias dos desaparecidos. É dedicado a todos aqueles que têm de suportar a angústia pelo desaparecimento de um ente querido.
Diana Araújo, coordenadora do serviço de Restabelecimento dos Laços Familiares da CVP, sublinha a importância deste manual para apoiar a definição de actividades de acompanhamento das famílias das pessoas desaparecidas. "As ferramentas práticas e as recomendações baseadas nas necessidades das famílias são uma mais valia deste manual que é dirigido a quem procura acompanhar famílias cujos familiares estejam desaparecidos devido a conflito ou violência.