Dia Internacional do Voluntário
Quarta, 05 Dezembro 2012 00:21

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) apela aos governos para identificarem e ultrapassarem falhas e barreiras na legislação e políticas que podem colocar em perigo ou impedir os voluntários no pós-desastre.
“Quando ocorre um desastre, quando há uma crise, os voluntários da Cruz Vermelha Crescente Vermelho estão entre os primeiros a responder”, diz Bekele Geleta, o Secretário-Geral da FICV. “Antes da assistência internacional chegar, estão muitas vezes na linha da frente da ajuda, muitas vezes em ambientes incrivelmente perigosos”.
“Apelamos aos governos para trabalharem connosco para tornar o trabalho e a vida destes voluntários mais segura e fácil,” diz Geleta.
Como parte deste apelo, a FICV está a solicitar aos governos que trabalhem com a Cruz Vermelha Crescente Vermelho e outros parceiros para assegurar que todos os voluntários na resposta a emergência estão cobertos por seguros, um processo que a FICV e as sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho já iniciaram.
“É inaceitável que, dados os riscos que correm, muitos voluntários não tenham a segurança prestada por um seguro básico,” diz Geleta.
A FICV sublinha outras áreas onde a legislação pode ajudar ou impedir os voluntários.
Fortes leis sobre o voluntariado podem torná-lo mais fácil, por exemplo, dando uma forte protecção legal aos voluntários. Tal poderá significar rever códigos fiscais para assegurar que os voluntários podem ter as suas despesas reembolsadas sem incorrer em penalidades fiscais ou assegurar que as pessoas não perdem benefícios tais como subsídios de desemprego ou pensões porque escolhem ser voluntários.Também pode significar envolver-se na “Lei do Bom Samaritano” que protege voluntários registados de serem julgados pelo trabalho que desenvolvem de boa fé após um desastre ou outra crise.
“No final do ano passado, na nossa Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, 164 governos apoiaram este apelo geral para o voluntariado para torná-lo mais seguro e fácil,” diz Geleta. “Isto foi um importante passo, mas agora o nosso foco é trabalhar com governos e assegurarmo-nos que este compromisso significa algo para os milhões de pessoas que voluntariam o seu tempo e esforço e merecem muito mais.”
Em 2011, um estudo da FICV sublinhou o incrível impacto dos voluntários da Cruz Vermelha e Crescente Veremlho, estimando que em 2009 apenas, 13.1 milhões de voluntários tenham contribuído com 6 mil milhões de dólares em serviços no mundo inteiro.