Terramoto Haiti: segundo aniversário
Quinta, 12 Janeiro 2012 16:10

haiti 2 anos 4        

Foto: Federação Internacional das Sociedades Nacionais CV/CV

Mensagens-chave

Saiba mais sobre a operação da Cruz Vermelha no Haiti

Contexto
2011 foi um ano de importantes transições no Haiti. Quase um milhão de pessoas deslocadas pelo terramoto abandonaram os campos, um novo Governo haitiano tomou posse, verificou-se um decréscimo generalizado do número de casos de cólera reportados e de acordo com os últimos números dados pelo Grupo de Recuperação Inicial, cerca de metade dos 10 milhões de metros cúbicos de entulho gerados pelo terramoto foram removidos.
As distribuições de emergência de colchões, alimentos e cobertores, que dominaram a operação no primeiro ano, deram lugar a apoio financeiro para ajudar os meios de subsistência, à transição dos serviços de água e saneamento para as autoridades e comunidades locais, a um programa de descongestionamento de campos ao oferecer apoio de arrendamento de casas e subsídios de realojamento. A Cruz Vermelha já concretizou 2/3 dos seus compromissos a nível de abrigo. A Cruz Vermelha Portuguesa contribuiu para este objectivo através do projecto de construção de 600 casas em Palmiste-à-Vin que se iniciou em 2010 e continuou a ser implementado em 2011. Conheça o projecto aqui
Enquanto os sinais de progresso são visivelmente evidentes, a situação humanitária continua, no entanto, precária. Embora as necessidades materiais mais imediatas dos beneficiários tenham sido resolvidas, a violência e o crime continuam a ameaçar a vida e os meios de subsistência dos segmentos mais vulneráveis da sociedade, em particular as mulheres, jovens e crianças, os doentes e os portadores de deficiências e os idosos.
A população dos campos/acampamentos, anteriormente estimada em mais de 1.5 milhões de pessoas, reduziu-se para menos de 550.560 pessoas em Setembro de 2011, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta significativa redução reflecte o rápido aumento no tempo de resposta das soluções de abrigo, que permitiu a centenas de milhares de pessoas abandonarem os campos, tendo como consequência uma melhoria dramática nas condições de vida. No entanto, o apoio humanitário para abandonar os campos não garante o fim das preocupações relativas às condições para as quais as pessoas estão a mudar, quão seguras são as suas novas casas e se estão a receber a ajuda que precisam. Igualmente importante e menos visível são aqueles que continuam em condições habitacionais inseguras e não se realojam para campos igualmente precários. É do conhecimento de todos que muitos regressaram para casas não reparadas e muitas casas que precisam ser demolidas. É importante não esquecer essas famílias vulneráveis que também precisam de apoio.