CV Japonesa ajuda sobreviventes do tsunami e desastre nuclear a enfrentarem futuro incerto
Sexta, 30 Setembro 2011 11:09

tn_japo seis meses

Seis meses após o terramoto e o tsunami que devastou grandes áreas do nordeste do Japão, o futuro continua incerto para centenas de sobreviventes, particularmente aqueles que ficaram deslocados pela contaminação do reactor danificado da Central Nuclear de Fukushima.
“Dada a larga escala de destruição e área afectada, esta operação de recuperação e reconstrução será longa e complexa”. Disse Tadateru Konoe, Presidente da Cruz Vermelha Japonesa. “Levará no mínimo 5 anos para reconstruir, mas para sarar as cicatrizes psicológicas poderá levar muito mais tempo.”

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A Cruz Vermelha Japonesa teve um papel vital na resposta à emergência e nos esforços de recuperação. 800 Equipas médicas foram mobilizadas imediatamente após o desastre para gerir clínicas móveis para os sobreviventes. A Cruz Vermelha continua a fornecer apoio psicossocial às pessoas que permanecem em abrigos de evacuação e nas suas casas, sobretudo a séniores.
Uma das prioridades foi o restabelecimento de uma certa normalidade nas vidas das pessoas que perderam familiares, casas e meios de subsistência. A CV Japonesa já providenciou um pacote de utensílios domésticos a 82 mil famílias que se mudaram para casas temporárias. O programa vai ser alargado para chegar a 110 mil famílias.
Ir ao encontro das necessidades das famílias das áreas circundantes ao reactor nuclear danificado em Fukushima continua a ser um grande desafio.

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Por agora, tal como a maioria dos sobreviventes – excepto os cerca de 800 mil que ainda se encontram em centros de evacuação nos 3 distritos mais afectados –, Ayako Yamada e a sua família começaram uma nova vida numa casa temporária. Dados os complicados desafios e incertezas sobre o futuro, é provável que permaneçam por lá alguns anos. “Por um lado queremos muito voltar para casa, mas por outro, sabemos que não podemos,” diz Ayako, enquanto se senta com a sua mãe e filho na nova casa da família a 60 km do reactor danificado. Eles conseguiram visitar brevemente a sua casa, agora dentro dos 20 km da zona de exclusão, vestidos com fatos protectores para recuperar alguns bens como fotos do seu pai, que faleceu. Mas apenas isso.
Os voluntários da Cruz Vermelha estão a organizar eventos regulares para ajudar a tornar a vida dos sobreviventes como a família Yamada mais sociável, ajudando-os a conhecer os seus vizinhos e prevenindo um sentimento de isolamento. As equipas da CV Japonesa também estão a oferecer assistência médica e primeiros socorros àqueles que fazem visitas temporárias às suas antigas casas na área de exclusão. A Cruz Vermelha encontra-se igualmente a planear fornecer a hospitais da área equipamentos completos de medição de radiação.
Outra parte importante do plano de reconstrução por parte da CV Japonesa é apoiar a construção de hospitais temporários. Estima-se que demorará 5 anos para que os hospitais permanentes sejam construídos como parte da reconstrução das cidades devastadas à volta da área do desastre. Estes equipamentos temporários são considerados essenciais, uma vez que os hospitais pré-fabricados temporários estão a ficar superlotados.
A CV Japonesa tem sido a maior organização receptora de fundos angariados pelo público. Mais de 70 Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho apoiaram a sua congénere Japonesa, totalizando cerca de 480 milhões de Euros. A Cruz Vermelha Portuguesa contribuiu com 59.000 Euros através de donativos privados. A todos os que generosamente contribuíram, a Cruz Vermelha Japonesa gostaria de agradecer o seu contributo para o apoio às vítimas.

Para aceder ao sumário do relatório dos 6 meses de operações da CV Japonesa, clique aqui.

Para mais informações, contactar o Departamento Internacional na Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa