Haiti prepara-se para a tempestade tropical Emily
Quinta, 04 Agosto 2011 13:46

Equipas Cruz Vermelha preparam-se para uma possível emergência.

Prevê-se que a região das Caraíbas, com especial incidência no Haiti, seja atingida pela tempestade tropical Emily nas próximas 48 horas. Esperam-se chuvas intensas e deslizamentos de terra, colocando em risco a já precária situação das centenas de pessoas que ainda se encontram nos campos de desalojados ou em zonas onde as suas casas estão em risco de sofrer derrocadas.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) em conjunto com a Cruz Vermelha Haitiana (CVH) têm vindo ao longo de todo o ano a preparar-se e a preparar as comunidades para a época de furacões: os voluntários da Cruz Vermelha sensibilizam as comunidades nos campos e nas zonas circundantes a identificar acções simples que possam minimizar o impacto das tempestades ou cheias e ajudar a fortalecer a resiliência comunitária a estes fenómenos. Estas sensibilizações passam por cursos de primeiros socorros, formação em sistemas de alerta precoce e escavação de valas para evitar a entrada da água.

Relativamente a este alerta, os preparativos passam pelo pré-posicionamento de mantimentos de emergência para 125 mil pessoas ao longo de todo o país, bem como ter equipas da Cruz Vermelha em estado de prevenção; passa, igualmente, pela informação de cuidados a ter por parte dos responsáveis das comunidades, treinados pelas equipas da Cruz Vermelha e por uma emissão especial no programa de rádio da Cruz Vermelha Radyo Kwa Wouj que se centrará nos conselhos de preparação para a tempestade e resposta a questões levantadas pelos ouvintes em directo.

casa haiti

As casas são construídas em estacas para evitar o risco de inundações, bem como o telhado é colocado com uma abertura de 60 cm das paredes para deixar passar o ar e as fortes rajadas que se possam vir a sentir nesta época de furacões.

A Cruz Vermelha Portuguesa, em parceria com a Cruz Vermelha Suíça, continua a financiar o projecto de reconstrução de 600 casas na aldeia Palmiste-à-Vin, onde se prevê que até ao final do próximo ano a comunidade tenha acesso não só a melhores habitações, como a condições de saúde e higiene, graças a melhorias na área de água e saneamento. As casas que estão a ser construídas foram concebidas tendo em conta o risco de furacões, uma vez que o Haiti é um dos países das Caraíbas com maior exposição a este fenómeno.