A força do trabalho voluntário é a chave contra a pobreza e a doença
Sexta, 03 Dezembro 2010 15:56

Segundo uma associação global de organizações baseadas no Voluntariado, as ambições de abordar problemas críticos como a pobreza ou a propagação de doenças, não se pode realizar sem um força de trabalho voluntário que conte com um bom apoio.

No dia 5 de Dezembro, Dia Internacional dos Voluntários, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) vai unir-se a outras organizações de carácter voluntário no esforço que será feito durante o próximo ano para destacar o papel do Voluntariado no mundo actual.

"Os voluntários são vitais para encontrar soluções face aos grandes problemas humanitários", afirma Mukesh Kapila, sub-secretário geral das Sociedades Nacionais e Desenvolvimento de Conhecimentos, e acrescenta “O Voluntariado é o vínculo comum que une a acção humanitária e o desenvolvimento duradouro no plano comunitário.”

Segundo Kapila, o papel dos voluntários da Cruz Vermelha Haitiana na resposta ao actual surto de cólera ilustra bem o valor de uma rede local de voluntários bem equipada e organizada.

"Mais de 1.000 voluntários capacitados da Cruz Vermelha Haitiana visitam acampamentos e outras zonas de risco para divulgar informação que pode salvar vidas. Sabem como relacionar-se com as pessoas dos acampamentos porque pertencem à mesma comunidade. Têm um nível de acesso sem precedentes e capacidade de comunicar com as pessoas vulneráveis à propagação da cólera no Haiti.", informa Kapila.

Em todo o mundo, os voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho encontram-se numa posição incomparável para desempenhar um papel significativo nos esforços de desenvolvimento por serem parte das comunidades. Por exemplo:

  • No Burundi, um dos países mais pobres do mundo, mais de 185.000 voluntários locais assistem os mais vulneráveis prestando-lhes apoio social e na área da Saúde, distribuindo alimentos e reparando casas.
  • No Gana, semanalmente, 26.000 voluntários ajudam nos serviços de limpeza de funerais e noutros eventos sociais.
  • Na Bulgária, jovens voluntários da Cruz Vermelha trabalham com a Juventude Roma para acabar com os prejuízos nas comunidades rurais.
  • Na Serra Leoa, jovens voluntários trabalham para estabelecer empresas agrícolas comunitárias que agrupam comunidades vizinhas e promovem uma cultura de paz.
  • Em Itália, jovens delinquentes podem fazer trabalho voluntário para a Cruz Vermelha durante o seu período de detenção, oferecendo-lhes a oportunidade de fazer uma diferença positiva na comunidade e aumentar a sua confiança e auto-estima no caminho de regresso à respectiva comunidade.

Ao longo de 2011, Ano Internacional dos Voluntários, a FICV medirá e reconhecerá o valor social e económico do Voluntariado no que respeita a abordar questões humanitárias e de desenvolvimento. Também trabalhará com vista a obter mais protecção dos voluntários, a promover o crescimento do Voluntariado e a reforçar a força do trabalho voluntário global. Desta forma, solicitará a particulares e a organizações corporativas que encontrem o voluntário que existe neles, apoiando as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, seja mediante o Voluntariado individual, iniciativas corporativas de Voluntariado de funcionários e colaboradores ou passando a ser um doador financeiro regular para apoiar o trabalho levado a cabo pelos voluntários.

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