Brasão de Armas

O modelo de Brasão de Armas da Cruz Vermelha Portuguesa – aprovado pelo Governo da República Portuguesa, nos termos da alínea e) do n.º2 do artigo 44.º da Lei n.º29/82, de 11 de Dezembro – tem a seguinte descrição heráldica

“Escudo de prata, uma cruz solta de vermelho; chefe de azul carregado com cinco besantes de prata postos em sautor entre dois castelos de oiros abertos e iluminados a vermelho; Elmo de grades, forrado de vermelho, a três quartos para a dextra Correia de vermelho perfilada a oiro; Paquife e virol de prata e de vermelho.”

Condecorações: circundado o escudo o colar de grande-oficial da Ordem Militar de Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Divisa: num listel de branco, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir, “Humanidade e Neutralidade”.


Simbologia e alusão das peças

A cruz e campo representam o símbolo universal da Cruz Vermelha; a cruz é composta por cinco quadrados iguais.

Os besantes – com a sua disposição em 2, 1, 2 – representam as cinco quinas da bandeira nacional.

Os castelos, símbolo de protecção, enquadram-se num dos Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha – a Humanidade – nascido da preocupação de defender a vida, a saúde e o respeito pela pessoa humana.

O golfinho, pelo seu comportamento típico de auxílio a outros golfinhos feridos ou em dificuldade, simboliza a permanente disponibilidade para a participação em acções de socorro com vista a minimizar o sofrimento humano.

A divisa “Humanidade e Neutralidade” foi extraída dos sete Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha, por serem considerados os que melhor caracterizam a sua actuação e reconhecimento formal dos Estados pela sua neutral capacidade de agir entre beligerantes.

A “Torre e Espada” representa a mais alta condecoração portuguesa com que foi distinguida a Cruz Vermelha Portuguesa na Primeira Guerra Mundial em resultado do apoio prestado aos soldados portugueses.

Os esmaltes significam:

  • O ouro – a firmeza e sofrimento.
  • A prata – a humildade.
  • O vermelho – a caridade e o ânimo.
  • O azul – o zelo e a lealdade.

Para mais informações, contacte directamente o Serviço Histórico-Cultural na Sede Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa.